PATOLOGISTAS E ONCOLOGISTAS: UMA PARCERIA DETERMINANTE
A heterogeneidade molecular coloca novos desafios tanto aos patologistas como aos oncologistas. Na perspetiva da Prof. Doutora Fátima Carneiro, chair da sessão "Biomarcadores para a imuno-oncologia", para o futuro do tratamento oncológico, cada vez mais é determinante a colaboração entre as especialidades, através de uma investigação próxima e da interpretação de resultados conjunta para uma maior aplicabilidade dos conhecimentos da patologia molecular do cancro à prática clínica.
A patologista portuguesa considera que "identificar dessa imensidão de informação, através de tecnologias exigentes, as alterações moleculares realmente determinantes para o desenvolvimento e progressão dos tumores, porque são essas as mais aliciantes para constituírem bons alvos terapêuticos" é uma das metas a atingir por todos os profissionais envolvidos, dos investigadores aos clínicos.
A imunoterapia do cancro foi um dos tópicos debatidos na sessão. A consequente reativação do sistema imunitário possibilita o controlo da neoplasia e convertê-la em doença crónica. "Conseguir uma terapêutica de uma forma mais transversal que se possa a dirigir a diversos tipos de cancro", como refere a Prof. Doutora Fátima Carneiro, é uma das expetativas projetadas para esta área.
Em representação da European Society of Pathology (ESP), a diretora do Serviço de Anatomia Patológica do Centro Hospitalar de São João foi chair desta sessão conjunta entre a ESMO e a ESP, decorrida no dia 27 de setembro.




